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| STR - SISTEMA DE TROCA RÁPIDA, PORQUÊ? |
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As condições de competitividade entre
empresas exigem destas uma constante melhoria operacional, e cada vez mais o
sucesso de uma empresa depende muito do modo com que esta reduz perdas ou
desperdícios.
Na atividade de produção existem várias perdas, tais como: máquinas paradas
trocando-se ferramental; estoques altos; produções acima da demanda real;
material (estoque) aguardando continuidade de processamento, etc.
Alguns destes estoques são tidos como “necessários” para atender
características de processo, flutuações de demanda, demandas urgentes, etc.
Nesse sentido, muito se tem escrito e comentado sobre meios e técnicas de se
reduzir os estoques, como por exemplo, programas do tipo “KANBAN”; que consiste
principalmente num método visual de controle de produção.
Entretanto, cabe mencionar que as fábricas que desenvolveram o “KANBAN”, vários
anos antes já haviam adotado sistemas de troca rápida de ferramental, o que
viabilizou a introdução do “KANBAN”, por possibilitar uma maior flexibilidade
de produzir lotes menores, pois tinha-se respostas mais imediatas de
atendimento na produção, e ainda assim atender as flutuações de demanda ou as
demandas urgentes, o que permitiu reduzir substancialmente aqueles estoques
tidos anteriormente como “necessários”.
O sistema de troca rápida de ferramental contribui, também, para a redução
substancial do tempo de máquina parada para troca de ferramental.
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| ANÁLISE ECONÔMICA DA UTILIZAÇÃO DO STR |
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| Redução de inventário |
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Os estoques de peças manufaturadas são
dimensionados para atender o fornecimento, ou a linha de montagem no intervalo
de fabricação de peças, adicionando-se ainda um estoque de segurança que visa
atender as oscilações de demanda.
Se reduzir-se o intervalo entre produções, de uma mesma peça, resultará na
redução proporcional dos estoques para fornecimento ou montagem, o estoque de
segurança poderá tender a zero, na medida em que se tenha uma resposta rápida
de fabricação de qualquer item. Tome-se como exemplo para uma peça estampada: |
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Sistema Convencional |
STR |
| Tempo de troca de
ferramental |
30 minutos |
05 minutos |
| Intervalo entre produções |
30 dias |
05 dias |
| Estoque de segurança (20%) |
06 dias |
01 dia |
| Nível de estoque |
36 dias |
06 dias |
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| Redução do nível de estoque |
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| Isto corresponde a reduzir em 83% o custo do
capital de giro em estoques de peças, onde haja a possibilidade de se
introduzir o STR. Faça você mesmo uma avaliação do que isto representa em seu
caso. |
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| Redução do custo operacional de troca de ferramental. |
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| Esta alternativa representa, no exemplo
acima, (redução de 30 para 05 minutos), também uma redução de 83% do custo
operacional de troca de ferramental, (considerar custo de mão-de-obra custo da
hora da máquina parada). |
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| Aumento do tempo produtivo da máquina. |
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Possibilitando atender um maior número de
peças produzidas e evitando-se a compra de máquinas adicionais.
Se o sistema convencional de troca de ferramental representa 8% do tempo total
de disponibilidade de máquina e com o STR passa a representar 1/6, tem-se um
ganho de 6,4%, o que representa o ganho de uma máquina para cada 15 em
produção. |
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| Aumento do tempo produtivo possibilitando atender um maior
número de peças produzidas por máquinas. |
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| Como por exemplo: |
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| Troca de
ferramenta no sistema convencional |
30 minutos |
| Troca de ferramenta -
Troca Rápida |
05 minutos |
| Economia por troca |
25 minutos |
| Número de trocas por turno |
02 |
| Economia por turno |
50 |
| Se produzidas 50 peças por
minuto |
2.500 peças/dia |
| Peças adicionais por ano
(250 dias úteis) |
625.000 peças/ano |
| Que multiplicado pelo
lucro por peça, resulta no ganho anual adicional
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(por turno de 8 horas) |
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| CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA INTRODUÇÃO DO STR |
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| Padronização para fixação. |
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| Os Prendedores Hidráulicos exigem altura de
fixação padronizada, que é facilmente obtida, mesmo em ferramental existente. |
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| Seleção do prendedor hidráulico |
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| 1. Tipo |
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| Selecione nas tabelas o prendedor que melhor
se enquadra na aplicação desejada. (Produtos>STR) |
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| 2. Capacidade |
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| Devem ser considerados dois fatores: |
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Peso da ferramenta (somente da parte superior).
-
Esforço de extração.
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No caso de Prensas, o esforço de extração da
operação de corte e/ou puncionamento é o mais significativo entre todas as
operações de estampagem, e normalmente para chapas de aço é utilizado o fator
10% do esforço do corte. Observar que para outros materiais esse fator pode
atingir até 50%, como é o caso de chapas de fenolite.
Uma vez determinada a força total, esta deverá ser dividida pela quantidade de
prendedores da parte superior da Prensa, definindo-se a capacidade de cada um.
Para a parte inferior, principalmente para prensas de pequeno e médio porte, é
conveniente utilizar-se o mesmo dimensionamento da parte superior. Para casos
de Injetoras, analisar além do peso do molde, alguma outra condição de esforço
de extração.
Para o caso de máquinas operatrizes, avaliar os esforços de arranque de cavaco
ou de desbaste.
Como os cálculos desses esforços não apresentam fórmulas precisas, é
recomendável ter-se um fator de segurança.
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| 3. Sistema de segurança |
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O sistema prevê pressostatos que deverão ser
interligados à máquina, desligando-a na ocorrência eventual de queda de
pressão. Além disso, o desenho dos prendedores apresenta uma forma construtiva
que garante a retenção mecânica da ferramenta ou peça, mesmo em casos de queda
de pressão.
Em casos de limitação dimensional da base de fixação da máquina, como é o caso
do martelo de prensas pequenas, pode-se instalar uma placa auxiliar, onde são
acoplados os prendedores.
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